
Entre 2000 e 2024, as internações por infarto em pessoas com menos de 40 anos cresceram 150% no Brasil. Um dado preocupante que reforça um alerta cada vez mais presente entre cardiologistas: os hábitos da vida moderna estão acelerando os riscos cardiovasculares em pessoas cada vez mais jovens.
Tabagismo, aumento do uso de cigarros eletrônicos, sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, excesso de álcool, estresse constante e o uso indiscriminado de hormônios e anabolizantes estão entre os principais fatores associados a esse cenário.
Segundo dados recentes da SOCESP, os índices de sedentarismo entre jovens brasileiros são alarmantes e podem aumentar a letalidade futura das doenças cardiovasculares. De acordo com a entidade, 85% das meninas e 78% dos meninos brasileiros apresentam níveis insuficientes de atividade física.
Outro alerta importante divulgado pela SOCESP em 2026 aponta que obesidade, pressão alta, colesterol descontrolado e diabetes seguem entre os principais fatores ligados à alta mortalidade cardiovascular no país.
Além disso, especialistas vêm chamando atenção para o crescimento do uso de anabolizantes e testosterona sem acompanhamento médico, prática que pode aumentar o risco de aterosclerose, infarto e AVC precoces.
Muitas doenças cardiovasculares evoluem silenciosamente. Por isso, prevenção, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida fazem toda a diferença, independentemente da idade.
Por Redação
