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Endometriose: tratamentos da doença que afeta cerca de 190 milhões de mulheres globalmente

by Madalena

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a doença afeta cerca de 190 milhões de mulheres globalmente, o que corresponde a aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva.

No Brasil, estima-se que entre 5% e 15% das mulheres em idade reprodutiva possam conviver com a condição. Isso significa que até 8 milhões de brasileiras podem ser afetadas pela doença.

A endometriose é uma doença ginecológica crônica que afeta milhões de mulheres em idade reprodutiva e pode causar dor intensa, inflamação pélvica e, em alguns casos, dificuldade para engravidar. Apesar de ser relativamente frequente, muitas mulheres convivem com sintomas por anos antes de receberem o diagnóstico, já que a dor menstrual intensa muitas vezes é considerada algo “normal”.

Pensando nisso, Dra. Marcia Castilho da Silva Bindi, ginecologista, listou abaixo fatores de risco e quando a cólica deixa de ser normal. Confira:

O que é endometriose?

A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao endométrio, que normalmente reveste o interior do útero, cresce fora da cavidade uterina. Essas células podem se desenvolver em diferentes estruturas do corpo, principalmente na região pélvica, como:

  • Ovários;
  • Trompas uterinas;
  • Intestino;
  • Bexiga;
  • Peritônio (membrana que recobre os órgãos abdominais).

Durante o ciclo menstrual, esse tecido também responde aos hormônios femininos. Como consequência, pode ocorrer inflamação, dor e formação de aderências entre órgãos.

Sintomas mais comuns da endometriose

Os sintomas podem variar bastante entre as pacientes. Algumas mulheres apresentam poucos sinais, enquanto outras podem ter dor intensa que interfere na rotina.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Cólica menstrual intensa (dismenorreia);
  • Dor pélvica crônica;
  • Dor durante ou após relações sexuais;
  • Dor ao evacuar ou urinar durante a menstruação;
  • Inchaço abdominal;
  • Sangramento menstrual irregular;
  • Dificuldade para engravidar.

É importante lembrar que a intensidade da dor nem sempre está relacionada ao tamanho das lesões.

Endometriose intestinal

A endometriose intestinal ocorre quando as lesões da doença se desenvolvem na parede do intestino, especialmente no reto ou no cólon sigmoide.

Nesses casos, podem surgir sintomas como:

  • Dor ao evacuar;
  • Alterações no funcionamento do intestino;
  • Distensão abdominal;
  • Dor intensa durante o período menstrual.

Esse tipo de comprometimento pode exigir avaliação especializada, já que os sintomas podem se confundir com outras doenças intestinais.

Endometriose peritoneal

A endometriose peritoneal é uma das formas mais comuns da doença. Ela ocorre quando pequenas lesões se desenvolvem no peritônio, membrana que recobre os órgãos da cavidade abdominal. Essas lesões costumam provocar inflamação local e podem estar associadas a sintomas como:

  • Dor pélvica crônica;
  • Cólicas menstruais intensas;
  • Desconforto abdominal;
  • Mesmo quando as lesões são pequenas, elas podem causar dor significativa.

Endometriose tem cura?

Atualmente, não existe uma cura definitiva, mas existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida. A escolha da estratégia depende de fatores como:

  • Intensidade da dor;
  • Localização das lesões;
  • Idade da paciente;
  • Desejo de engravidar.

Tratamento da endometriose

O tratamento pode envolver diferentes abordagens:

Medicamentoso – Uso de analgésicos, anti-inflamatórios e terapias hormonais que reduzem ou suspendem a menstruação;
Cirúrgico – Procedimentos por laparoscopia podem ser indicados para remover focos da doença e aderências, especialmente quando há dor intensa ou comprometimento de órgãos.

Multidisciplinar

O acompanhamento pode incluir:

Fisioterapia pélvica;
Orientação nutricional anti-inflamatória;
Suporte psicológico.

Quando procurar um médico?

Nem toda cólica menstrual indica endometriose. No entanto, é importante procurar avaliação médica quando a dor:

  • Impede atividades do dia a dia;
  • Provoca faltas no trabalho ou na escola;
  • Exige uso frequente de medicamentos;
  • Está associada a dor durante relações sexuais;
  • Está associada a dificuldade para engravidar.

O diagnóstico precoce ajuda a reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida.Se você apresenta cólicas menstruais intensas, dor pélvica frequente ou outros sintomas que interferem na sua rotina, é importante procurar avaliação médica. O acompanhamento ginecológico permite investigar a causa da dor, orientar o tratamento adequado e cuidar da sua saúde de forma completa.

Por Redação

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