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Quando a dor no ombro pode indicar necessidade de cirurgia?

by Madalena

A dor no ombro – articulação mais móvel e flexível do corpo humano – costuma ser comum e, muitas vezes, acaba sendo ignorada no dia a dia, principalmente por quem convive com uma rotina corrida ou realiza movimentos repetitivos no trabalho ou na academia.

No entanto, quando o incômodo persiste, limita atividades simples ou até interfere no sono, pode ser um sinal de que o problema vai além de uma sobrecarga momentânea e merece uma avaliação mais cuidadosa, como por exemplo, um procedimento cirúrgico.

Em muitos casos, o paciente só procura ajuda quando a dor já está impactando a rotina de forma mais significativa. Esse atraso pode dificultar o tratamento e, em algumas situações, levar à necessidade de intervenções mais complexas”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC), Dr. Eduardo Malavolta.

O especialista explica que a dor pode se apresentar de forma discreta e intermitente no início, o que faz com que muitos pacientes adiem a busca por atendimento.

Os principais casos em que o quadro pode levar à indicação cirúrgica incluem lesões do manguito rotador, caracterizadas por dor persistente, especialmente à noite e fraqueza para levantar ou sustentar o braço. “Elas são mais comuns em pessoas que realizam movimentos repetitivos acima da cabeça, como em atividades de trabalho braçal, construção civil, pintura e até em esportes como musculação, natação e tênis. Também podem surgir de forma progressiva, ao longo do tempo, devido ao desgaste natural dos tendões, principalmente em pessoas mais velhas“, fala o especialista.

Também entram nesse grupo as lesões traumáticas, geralmente provocadas por quedas ou acidentes, que podem causar dor intensa, perda súbita de movimento e suspeita de ruptura de tendões ou luxação, podendo exigir correção cirúrgica em alguns casos.

Outro fator é a instabilidade do ombro, quando há episódios recorrentes de deslocamento da articulação, acompanhados de sensação de falseio ou insegurança ao movimentar o braço, situação em que a cirurgia pode ser indicada para estabilização.

A cirurgia também pode ser considerada quando há falha do tratamento conservador, mesmo em lesões menos complexas, especialmente quando não há melhora após meses de fisioterapia e uso de medicamentos, e quando a dor passa a comprometer de forma significativa a rotina e a qualidade de vida do paciente“, diz o médico.

O acompanhamento médico adequado é essencial para garantir um diagnóstico preciso e indicar o tratamento mais adequado para a situação. Mais do que aliviar a dor, o cuidado com a saúde do ombro está diretamente relacionado à manutenção da autonomia e da qualidade de vida no dia a dia.

O mais importante é não normalizar a dor. O diagnóstico precoce faz toda a diferença para definir o melhor tratamento e evitar a progressão do problema, garantindo mais qualidade de vida ao paciente“, conclui.

Por Redação

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