
Você já ouviu falar sobre adrenarca? Também conhecida como pubarca, é o processo de ativação das glândulas suprarrenais (adrenais) para a produção de hormônios sexuais, especificamente os andrógenos, como o DHEA. “É o início da função de uma parte da glândula adrenal que começa a produzir esses hormônios, resultando em algumas das primeiras mudanças físicas,” conta a endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato.
A puberdade, por sua vez, é um processo mais abrangente e complexo, quando ocorre o amadurecimento completo do corpo para a reprodução. “É uma fase regulada por uma orquestra hormonal que envolve o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal (HPG) e, claro, também a contribuição das adrenais,” explica a endocrinologista.
Conheça os principais sinais da adrenarca:
- Surgimento de pelos na região da virilha e nas axilas.
- Mudança no cheiro do suor, que se torna mais forte e semelhante ao de um adulto.
- Aumento da oleosidade da pele e do cabelo, podendo levar ao aparecimento de espinhas e cravos.
Geralmente, a adrenarca costuma iniciar por volta dos 8 anos em meninas e 9 anos em meninos. No entanto, a Dra. Lorena Amato ressalta que “pode ocorrer de forma precoce, antes dessas idades. Embora possa ser um processo normal que antecede a puberdade, a ocorrência de adrenarca precoce deve ser avaliada por um endocrinologista”, alerta a especialista.
Na puberdade, os sinais vão além dos apresentados na adrenarca. São eles:
- Desenvolvimento dos ovários nas meninas e dos testículos e pênis nos meninos.
- Crescimento das glândulas mamárias nas meninas.
- Período de rápido aumento de altura, também chamado de estirão.
- O início do ciclo menstrual nas meninas.
A adrenarca pode ser vista como um dos primeiros sinais da puberdade. “É uma etapa importante que precede ou se integra à puberdade, mas sua ocorrência precoce, especialmente antes dos 6 anos em meninas ou 7 em meninos, exige investigação do especialista em endocrinologia para descartar condições de saúde como a hiperplasia adrenal congênita não clássica ou outros distúrbios hormonais“, explica Dra. Lorena Lima Amato.
Por Redação
