
O Fevereiro Roxo é um convite à conscientização sobre doenças neurológicas, entre elas o Alzheimer, condição progressiva que afeta a memória, o comportamento e a capacidade de realizar atividades do dia a dia.
Considerada a forma mais comum de demência, a doença impacta não apenas quem recebe o diagnóstico, mas também famílias e cuidadores, exigindo informação, acompanhamento e rede de apoio.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem com demência no mundo, sendo o Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. No Brasil, calcula-se que mais de 1 milhão de pessoas convivam com a doença, número que tende a crescer com o envelhecimento da população. Apesar disso, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, muitas vezes confundido com alterações naturais da idade.
Primeiros sinais e diagnóstico
O médico neurologista, Dr. Vinícius Oliveira Rodrigues, os sintomas iniciais do Alzheimer vão além do esquecimento ocasional. “Dificuldade para lembrar informações recentes, repetir perguntas com frequência, desorientação no tempo e no espaço, alterações de humor, perda de interesse por atividades habituais e dificuldade para realizar tarefas simples podem ser sinais de alerta“, comenta o neurologista.
O diagnóstico é clínico e envolve avaliação médica detalhada, testes cognitivos, exames laboratoriais e de imagem, que ajudam a descartar outras causas e identificar a doença em fases iniciais, etapa fundamental para retardar sua progressão e planejar os cuidados.
“Quanto mais cedo o Alzheimer é identificado, maiores são as chances de preservar a autonomia do paciente por mais tempo”, explica o médico. “O diagnóstico precoce permite iniciar tratamentos que ajudam a controlar os sintomas, além de orientar a família sobre adaptações necessárias e cuidados futuros“, acrescenta o Dr. Vinicius.
Prevenção e fatores de risco
Embora ainda não exista cura para o Alzheimer, estudos indicam que até 40% dos casos podem estar associados a fatores de risco modificáveis. Manter uma rotina de atividades físicas, alimentação equilibrada, controle de doenças como hipertensão e diabetes, estímulo cognitivo, sono de qualidade e vida social ativa são medidas que contribuem para a saúde do cérebro.
“Evitar o tabagismo, reduzir o consumo excessivo de álcool e cuidar da saúde mental também fazem parte da prevenção, especialmente ao longo da vida adulta“, pontua o Dr. Vinicius, neurologista e docente da Afya de Pato Branco.
Cuidados e qualidade de vida
O tratamento do Alzheimer envolve abordagem multidisciplinar, com uso de medicamentos para controle dos sintomas e acompanhamento contínuo. O apoio emocional e a orientação aos cuidadores são essenciais, já que a progressão da doença exige adaptações na rotina e no ambiente familiar.
“O Fevereiro Roxo reforça que informação é uma forma de cuidado. Reconhecer os sinais, buscar ajuda especializada e adotar hábitos saudáveis são passos importantes para enfrentar o Alzheimer com mais qualidade de vida, dignidade e acolhimento“, conclui o médico.
Por Redação
